5 motivos para visitar Pitões de Júnias

Não posso falar sobre o Gerês sem falar dos motivos para visitar Pitões de Júnias!
Esta aldeia pertence ao Concelho de Montalegre (distrito: Vila Real) e é uma das aldeias mais altas de Portugal, figurando a 1106m de altitude. Em redor as montanhas ainda mais altas guardam desarmadas esta aldeia que vive da pastorícia e do bom fumeiro. A aldeia é mais conhecida pela cascata e pelo mosteiro que por ali visitamos, mas toda a aldeia merece atenção. Sobretudo pelas pessoas, que fazem dela uma das mais acolhedoras por onde já me aventurei.
 
Pitões de Júnias e os seus arredores são merecedores de mais do que um dia de visita, seja pelas pessoas, pelo fumeiro, pelas vistas ou mesmo pelas casas em pedra perfilando ruas estreitas e sinuosas por onde o gado circula a caminho do pasto.
 
Chegámos à aldeia quando as nuvens se aglomeravam, as gotas de água espreitavam e o dia se estava prestes a recolher. Tivemos direito a um guia privado, o nosso amigo Luís, que conhece a zona como a palma da mão e sempre quer conhecer mais e mais. Ingredientes para o guia perfeito! Aproveitamos o pouco tempo de luz que se avizinhava e fomos visitar os pontos mais emblemáticos para depois explorarmos a aldeia.

5 motivos para visitar Pitões de Júnias

1. Mosteiro de Santa Maria de Júnias

Pensei que o Mosteiro de Santa Maria das Júnias fosse estar mesmo ali, algures no topo de uma colina ou num outro lugar imponente, como os que estou habituada, mas este mosteiro enganou-me.
 
Quando encontrámos uma indicação que dizia “Mosteiro 300m”, começamos a descer por um caminho irregular desenhado sobre pedregulhos. Ao chegar ao fundo do vale, onde o rio de pequeno caudal corre sob uma ponte de madeira, vemos o mosteiro, encaixado por entre os declives do vale, na margem do rio.
 
Continuo ignorante sobre a forma como transportaram os materiais de construção até aquele local! Após uma pesquisa, aferi que costruiram ali o mosteiro, pois este era um eremitério pré-românico, onde os monges viviam em isolamento. Há dias em que precisava de ser uma ermita!
 
A capela mantém-se relativamente intacta, mas o restante edifício está em ruínas, apesar da zona do forno encontrar-se também ela intacta. Tudo em redor são montanhas, rio e prados verdes.
motivos para visitar Pitões de Júnias

2. Cascata de Pitões

O rio que passa junto ao mosteiro vai correndo até se transformar numa cascata com mais de 30 metros de altura. Visitámos a cascata de seguida, voltando para trás no caminho até à placa dos 300 metros para o mosteiro. A apontar para o lado oposto há uma placa que diz “cascata 900m”.
 
Seguimos a placa e o trilho que leva a um extenso passadiço de madeira que desce vale a baixo para encontrar um miradouro com vista para a grande cascata, cujo caudal encontra cheio de força o solo por detrás das árvores verdes. O miradouro não fica muito próximo da cascata, mas é o suficiente para nos sentirmos pequeninhos em relação a ela.
 
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3. Taberna Celta

É uma taberna no centro da aldeia, de visita obrigatória! Como já devem ter percebido pelo nome, a decoração tem tendências celtas, o espaço tem dois andares e é todo em madeira. Em baixo é o bar e na parte de cima é o restaurante/lounge. O espaço é muito acolhedor a meia luz e não nos chateávamos de ter lá ficado a dormir! A dona chama-se Margarida e é de uma simpatia completamente genuína. Dá dicas e conselhos para visitar a zona e deixa-nos a sentir em casa.
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4. Padaria de Pitões

Uma pequena e familiar padaria onde fazem pequenos diamantes do pão e da doçaria. Inacreditavelmente, numa aldeia tão pequena, a padaria está aberta 24h por dia! Perto da meia-noite ainda lá iamos buscar bolos de brioche.
 
Para além do pão, que distribuem nas aldeias em redor, aconselho as Bolas de Berlim, a Bola de Carne (apenas por encomenda), os Bolos Brioche, com recheio de chocolate e recheio de côco. É tão bom saber que te podes aconchegar com um docinho numa noite fria na aldeia!
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5. Fumeiro da D. Teresa Raposo

O fumeiro é um negócio muito comum por terras barrosãs. Na aldeia existem vários, mas nós visitámos apenas o da D. Teresa, que foi quem nos deu tecto nessa noite. O fumeiro é a carne exposta ao fumo para conservação e para lhes fornecer características únicas. Sobre nós vimos chouriços, alheiras, pernil e outros enchidos e presuntos.
A D. Teresa é um osso duro de roer no que toca ao negócio, mas é impossível não se derreter com o seu jeito frio de mulher trabalhadora da aldeia e não lhe comprar uma chouriça ou uma alheira!
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A magia desta aldeia prende-se não só nos lugares maravilhosos, mas também na hospitalidade dos seus habitantes. É um sítio a não perder na tua próxima visita ao Gerês!

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BIA DRUMOND DIAS

Viajante de coração e sonhadora de profissão, estou sempre à procura da próxima aventura. Já conheci mais de 15 países, muitos deles durante o ano em que trabalhei como Assitente de Bordo. Agora aspiro voos mais terra a terra com os habitantes do mundo inteiro!

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